O blog tem por finalidade incentivar a discussão dos assuntos que atingem diretamente a população, com destaque para a política. visando provocar uma reflexão sobre a origem dos mesmos.
sexta-feira, 27 de junho de 2014
domingo, 22 de junho de 2014
quarta-feira, 18 de junho de 2014
JOAQUIM BARBOSA: AFIRMAÇÕES, PERGUNTAS E RESPOSTAS QUE TÊM COMO PRINCIPAIS CULPADAS AS LONGAS NOITES E AS FRIAS MANHÃS OUROPRETANAS.
Por definição,
entendemos que cidadãos são indivíduos em pleno gozo se seus direitos civis e
políticos. Marginais são indivíduos que vivem à margem das normas. Réus são
pessoas contra as quais foi proposta alguma ação. Criminosos são indivíduos que
cometeram algum tipo de crime e condenados são indivíduos que foram julgados
criminosos.
O Ministro Joaquim
Barbosa transformou cidadãos em marginais, marginais em réus, e estes em
criminosos? No nosso entendimento, não.
Por mais surreal que
isto possa parecer e mesmo que alguns tentem negar ou até mesmo se neguem a
aceitar, marginais travestidos de cidadãos transitavam livremente nos
corredores de Palácios e Casas Legislativas da nossa ainda jovem República:
parlamentares, diretores de estatais, banqueiros, pastores, empresários etc. Alguns
foram alçados a condição de Ministros de Estado e privaram com reis e Chefes de
Estado.
Recentemente o Ministro
Joaquim Barbosa anunciou precocemente sua aposentadoria do Supremo Tribunal Federal
e ficamos sabendo que será sucedido pelo Ministro Ricardo Lewandowski que
atualmente é o Vice-Presidente daquela corte.
Nesta terça-feira vimos
o Presidente do STF anunciar que deixará a relatoria das execuções penais do
mensalão por considerar que os advogados dos condenados passaram a “atuar
politicamente” e “até mesmo partindo para insultos pessoais”.
Também vimos a OAB do
Distrito Federal promover Sessão Pública de Desagravo onde o agravante foi o
Ministro Joaquim Barbosa e naquele ato a leitura da nota foi feita pelo
advogado criminalista Márcio Thomaz Bastos, que foi ministro da Justiça entre
2003 e 2007, durante o governo do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Grandes nomes
presidiram o STF e o Estado da Paraíba teve a honra de ver dois de seus filhos,
ambos oriundos da cidade de Monteiro, presidirem a mais alta corte do País:
Djacy Falcão (1975 a 1977) e Rafael Mayer (1987 a 1989).
Nunca escondemos
nossa opinião sobre o Ministro Joaquim Barbosa e o consideramos um cidadão que
sempre soube honrar o nosso povo e dignificar o cargo para o qual foi investido
e por isto reafirmamos mais uma vez:
Ou acreditamos na
justiça ou desistimos de vez de ser uma nação civilizada.
ADELMO
DE MEDEIROS
segunda-feira, 16 de junho de 2014
domingo, 15 de junho de 2014
quinta-feira, 12 de junho de 2014
sábado, 24 de maio de 2014
segunda-feira, 24 de março de 2014
JOÃO PESSOA: CONTA OUTRA
E
eis que de uma hora para outra, como num passe de mágica, minha amada João
Pessoa é elevada a condição de UMA DAS DEZ CIDADES MAIS VIOLENTAS "DO
MUNDO".
Quem
mora ou já teve o prazer de ir a João Pessoa sabe que isto não tem o menor
cabimento.
Claro
que não é a mesma João Pessoa dos anos 90 mas está entre as capitais mais
tranquilas do Brasil, com folga (e não tem estatística que consiga provar o
contrário).
Realmente,
o que não for possível em um ano eleitoral só é possível a Deus, pai todo poderoso.
sábado, 9 de março de 2013
CARTA ABERTA DA CNBB SOBRE O MARCO REGULATÓRIO DA MINERAÇÃO
O Conselho
Permanente da CNBB aprovou e divulgou na tarde desta quinta-feira, 7 de março,
uma Carta Aberta à população brasileira para fazer sérias denúncias a respeito
do modo como está sendo encaminhado o processo de elaboração do novo Marco
Regulatório da Mineração no país.
Leia a Carta:
A necessidade
de reformular a atual lei que regulamenta a mineração no nosso país levou o
governo a elaborar o novo Marco Regulatório da Mineração que, brevemente,
deverá ser enviado para aprovação do Congresso Nacional. Nós, bispos do
Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB,
reconhecendo a importância da atividade mineradora e a sua regulamentação,
julgamos oportuno trazer a público nossas preocupações com relação à nova lei
que está sendo proposta.
Devido à
amplitude da lei, consideramos de fundamental importância que se promova um
amplo debate com a sociedade e as populações a serem impactadas pelas
atividades mineradoras. A ausência do debate público, percebido até o momento,
impede a população de conhecer e opinar sobre assunto de grande relevância
social e ambiental, que tem efeitos diretos em sua vida.
Vivemos numa
crescente demanda por apropriação dos bens naturais em nível global,
transformando-os em mercadoria e assumindo-os como uma oportunidade de
negócios. O governo, por sua vez, vê na extração mineral um dos pilares para
sustentar o modelo de desenvolvimento econômico em curso no país, baseado no
sistema de commodities.
O aumento de
preços dos minérios desperta o interesse tanto do governo quanto das
mineradoras, tornando-se, assim, motivação maior para o novo Marco Regulatório
da Mineração. Reconhecido seu interesse público, a nova lei, acima de tudo,
prioriza o aspecto econômico da extração mineral, em detrimento dos aspectos
sociais, ambientais, espirituais e culturais dos territórios e de suas
populações.
Preocupa-nos a
proposta, no novo Marco Regulatório, da criação das áreas de relevante
interesse mineral e das regiões de interesses estratégicos. Nestas áreas a
mineração seria feita a partir de procedimentos especiais que podem ferir o bem
comum, além de provocar uma inversão de prioridade entre os direitos individuais
e coletivos e o interesse econômico, público e privado.
A exploração
mineral é uma atividade que provoca impactos em povos, comunidades e
territórios, gerando conflitos em toda sua cadeia: remoções forçadas de
famílias e comunidades; poluição das nascentes, dos rios e do ar; degradação
das condições de saúde; desmatamento; acidentes de trabalho; falsas promessas
de prosperidade; concentração privada da riqueza e distribuição pública dos
impactos; criminalização dos movimentos sociais; descaracterização e
desagregação sociocultural.
Esclareça-se
que “a programação do desenvolvimento econômico deve considerar atentamente a
necessidade de respeitar a integridade e os ritmos da natureza, já que os
recursos naturais são limitados e alguns não são renováveis” (João Paulo II, A
solicitude social n. 26). “Toda utilização da natureza, todo o progresso
ou desenvolvimento econômico feito às custas de sua destruição está marcado
pela loucura que gera morte” (Nota da CNBB ‘Ouvir o eco da vida’ – 1992).
A mineração em
terras indígenas é outra grave preocupação suscitada pelo Projeto de Lei
1.610/96, tramitando no Congresso sem nenhuma interação com o Estatuto dos
Povos Indígenas, que espera aprovação desde 1991. O Projeto de Lei 1.610/96
desrespeita totalmente a autonomia dos povos indígenas sobre seus territórios,
assegurada pela Constituição Federal e pela Convenção 169 da Organização
Internacional do Trabalho, da qual o Brasil é signatário. As mesmas ameaças
recaem sobre comunidades quilombolas, populações tradicionais, pequenos
agricultores e áreas de proteção ambiental.
O
desenvolvimento não justifica tudo e não é verdadeiro quando reduzido “a um
simples crescimento econômico”. Para ser autêntico, recorda-nos o Papa Paulo
VI, “o desenvolvimento deve ser integral, quer dizer, promover todos os homens
e o homem todo” (Populorum Progressio, n. 14), buscando o equilíbrio e a
integração de toda a criação.
Diante disso,
solicitamos aos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário que:
a) Seja instituída uma etapa prévia
de debates na sociedade civil sobre o conteúdo da nova Lei da Mineração,
anterior à sua apreciação pelo Congresso Nacional;
b)
A reforma da lei geral da Mineração considere em primeiro lugar os interesses
das comunidades ocupantes dos territórios passiveis de atividade mineral;
c) A
discussão do Projeto de Lei 1.610/96 sobre mineração em terras indígenas seja
vinculada à aprovação prévia do Estatuto dos Povos Indígenas.
Conclamamos as
pastorais, os movimentos sociais, as entidades de defesa dos direitos humanos,
econômicos, sociais, culturais e ambientais, bem como todas as pessoas de boa
vontade a se unirem numa plataforma comum de debate sobre os impactos da
mineração. Insistimos que acompanhem as comunidades atingidas, assegurando que
toda atividade mineradora e industrial tenha como parâmetro o bem estar da
pessoa humana, a superação dos impactos negativos sobre a vida em todas as suas
formas e a preservação do planeta, com respeito ao meio ambiente, à
biodiversidade e ao uso responsável dos bens naturais.
Deus, que nos
fez cuidadores da terra e de toda a criação (cf Gênesis 1,28), nos torne
zelosos cumpridores desse dever.
Brasília-DF,
07 de março de 2013
Dom José
Belisário da Silva
Arcebispo de
São Luís do Maranhão
Presidente da
CNBB em exerício
Dom Sergio
Arthur Braschi
Bispo de Ponta
Grossa – PR
Vice-Presidente
da CNBB em exercício
Dom Leonardo
Ulrich Steiner
Bispo Auxiliar
de Brasília
Secretário
Geral da CNBB
Fonte: CNBB
segunda-feira, 29 de outubro de 2012
A POLUIÇÃO AMBIENTAL EM OURO PRETO
A POLUIÇÃO AMBIENTAL EM OURO PRETO É UM ASSUNTO SOBRE O QUAL MUITOS
PREFEREM NÃO FALAR PELOS MAIS VARIADOS MOTIVOS: COMODISMO, FALTA DE
RESPONSABILIDADE, MEDO, NÃO POSSO AFIRMAR COM CERTEZA.
AGORA, TÃO CERTO QUANTO O NASCER E O PÔR DO SOL É A NUVEM DE FUMAÇA QUE
SE ABATE SORRATEIRAMENTE TODOS OS DIAS NO INÍCIO DA NOITE SOBRE O CAMPUS DA
UFOP, PASSANDO PELA BAUXITA, VILA APARECIDA E CENTRO HISTÓRICO DA CIDADE E QUE
MUITOS ACHAM QUE É UM "NEVOEIRO".
SUGIRO QUE APROVEITEMOS ESTE ESPAÇO PARA FALARMOS COM MAIS FREQUÊNCIA
SOBRE ESTE ASSUNTO QUE ATINGE A TODOS SEM DISTINÇÃO.
SOBRE O TEMA, REPRODUZO ABAIXO A DECLARAÇÃO CORAJOSA DO ARCEBISPO
METROPOLITANO DE MARIANA, DOM GERALDO LYRIO ROCHA:
Declaração da Arquidiocese de Mariana diante dos impactos da atividade
mineradora e industrial
O crescimento da atividade mineradora e industrial em grande parte da
região compreendida pela Arquidiocese de Mariana, com suas múltiplas
consequências, motiva a presente declaração, por ocasião da celebração do
Jubileu do Senhor Bom Jesus, na cidade de Congonhas. Como Pastor desta porção
do rebanho de Cristo, dirijo-me às autoridades, aos empresários e a todos os
cidadãos comprometidos com o bem comum, reafirmando, à luz dos princípios
éticos e cristãos, a posição da Igreja em defesa da vida, em favor da preservação
do meio ambiente e da conservação do nosso patrimônio histórico, artístico,
cultural e religioso.
Mesmo reconhecendo o progresso, impulsionado em grande parte pelo avanço
científico e tecnológico, que gera emprego, renda e recursos econômicos e
financeiros, não podemos desconhecer o risco dos impactos causados à qualidade
de vida de nosso povo, ao meio ambiente e à preservação de seu precioso
patrimônio. Tais impactos são, muitas vezes, ignorados em nome do
desenvolvimento econômico. Em sua encíclica Populorum Progressio, dizia o Papa
Paulo VI: “o desenvolvimento não se reduz a um simples crescimento econômico e,
para ser autêntico, deve ser integral, isto é, deve promover o ser humano todo
e todos os seres humanos” (cf. PP 14).
O progresso, portanto, deve ser regulado não apenas pelas leis da
economia e do mercado, mas também por princípios éticos e morais que permitam
um desenvolvimento sustentável, com responsabilidade social. Toda atividade
mineradora e industrial deve ter como parâmetro o bem estar da pessoa humana,
buscando a superação dos impactos negativos sobre a vida em todas as suas
formas e a preservação do planeta, com respeito ao meio ambiente, à
biodiversidade e ao uso responsável das riquezas naturais. É preciso empregar
todos os esforços para manter viva a natureza, preservar os mananciais e as
nascentes, garantir o habitat dos seres vivos e defender as espécies ameaçadas
de extinção. Com sabedoria ensina-nos o Papa João Paulo II: “A programação do
desenvolvimento econômico deve considerar atentamente a necessidade de
respeitar a integridade e os ritmos da natureza, já que os recursos naturais
são limitados e alguns não são renováveis” (cf. SRS, n. 26). Além da defesa do
meio ambiente, é de fundamental importância que se garanta o respeito à vida
humana em todas as suas dimensões e em todas as suas fases, desde a concepção
até o seu término natural, e se promova a “ecologia humana”, conforme a
expressão do Papa João Paulo II.
Diante dos grandes investimentos econômicos que transformam várias
cidades desta Arquidiocese, os cidadãos, por meio de mecanismos de controle
social, como os conselhos municipais, têm direito a reivindicar melhorias
sociais e ambientais, a cobrar medidas eficazes que atendam às prioridades
defendidas pela comunidade, a exigir que os impostos sejam devidamente
aplicados em sua finalidade e a lutar por medidas que garantam o respeito à
dignidade de todos, com especial atenção aos trabalhadores e suas famílias.
Preocupa-nos, de modo particular, a situação das famílias forçadas a deixarem
suas casas e suas terras (às vezes sem receberem indenização justa) ou atraídas
pela ilusão do dinheiro da desapropriação. Para defender a vida, medidas
urgentes precisam também ser tomadas em relação às condições das rodovias e à
segurança no trânsito, especialmente nessa região.
A Igreja Católica é depositária e guardiã de enorme parte do patrimônio
histórico e artístico do Brasil, cuja preservação é responsabilidade de todos.
Na cidade de Congonhas, a Arquidiocese de Mariana é proprietária de importantes
obras reconhecidas pela UNESCO como Patrimônio Cultural da Humanidade, entre as
quais se incluem as capelas dos passos, as estátuas dos profetas, o Santuário
do Senhor Bom Jesus com seu entorno e a Praça dos Romeiros. A Igreja tem
consciência da importância histórica, artística e cultural desse acervo, e
reafirma que se trata, antes de tudo, de autêntico patrimônio religioso,
expressão de fé daqueles que edificaram esse lugar sagrado, espaço privilegiado
de manifestações da devoção e piedade de nosso povo e dos numerosos romeiros
vindos de tantas partes de Minas Gerais, de outros Estados e do exterior. A
utilização desse espaço não é incompatível com a atividade turística, desde que
sejam respeitadas suas finalidades originais e sua destinação religiosa. A
Arquidiocese de Mariana, atenta ao desenvolvimento dessa região, reafirma que a
atividade industrial e a exploração mineradora devem respeitar esses bens
culturais e contribuir para sua conveniente preservação.
Por intercessão de Nossa Senhora da Piedade, Padroeira de Minas Gerais,
imploramos ao Senhor Bom Jesus que derrame suas bênçãos sobre todos nós e nos
ajude a promover a vida, a preservar o meio ambiente, a proteger o patrimônio
histórico, artístico, cultural e religioso de Congonhas e demais municípios
desta bela e rica região de nosso Estado, dom de Deus e obra da criação humana.
Congonhas, 14 de setembro de 2012
Jubileu do Senhor Bom Jesus
+Geraldo Lyrio Rocha
Arcebispo Metropolitano
Fonte: Arquidiocese de Mariana
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