O blog tem por finalidade incentivar a discussão dos assuntos que atingem diretamente a população, com destaque para a política. visando provocar uma reflexão sobre a origem dos mesmos.
segunda-feira, 29 de outubro de 2012
quinta-feira, 6 de setembro de 2012
domingo, 2 de setembro de 2012
quinta-feira, 16 de agosto de 2012
IPHAN LANÇA NOVAS PUBLICAÇÕES EM SÃO PAULO
O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico
Nacional em São Paulo (IPHAN-SP) promove o lançamento de novas publicações
sobre o patrimônio cultural brasileiro. Na próxima quinta-feira, 16 de agosto,
a partir das 18h, o público poderá conhecer os livros na sede do IPHAN-SP,
que fica na Avenida Angélica, 626, Santa Cecília – São Paulo – SP.
As publicações integram o Projeto Editorial do
Programa Monumenta / IPHAN, que desde 2006 já editou 66 títulos. São 11 linhas
editoriais relacionadas às atividades de registro e valorização do patrimônio
material e imaterial, bem como a projetos de restauração e recuperação de
centros históricos e de geração de emprego e renda, principais objetivos do
Programa Monumenta. Os livros estão à disposição no IPHAN-SP ou pelo e-mail publicacoes@iphan.gov.br.
Os novos livros
Passando a integrar a Coleção Grandes Obras e
Intervenções, será lançado o livro A Matriz de Santo Antônio em Tiradentes,
de Olinto Rodrigues dos Santos Filho, retratando a beleza arquitetônica
e a excelência da talha no estilo barroco D. João V da Matriz de Santo Antônio,
na cidade de Tiradentes em Minas Gerais. Na mesma coleção, o IPHAN lança Os
Passos de Congonhas e suas Restaurações, de Myriam Ribeiro de Oliveira,
que registra a restauração, pelo Programa Monumenta, do Santuário de Bom Jesus
de Matosinhos, de Congonhas - MG.
A Coleção Roteiros do Patrimônio, conta com quatro
novas publicações. Varandas de São Luís – gradis e azulejos, de Olavo
Pereira da Silva, indica roteiros de visita e faz o registro das
peculiaridades da arquitetura colonial que caracteriza a capital maranhense. Já
em Igrejas e Conventos da Bahia, Maria Helena Flexor apresenta,
em três volumes, os mais importantes conjuntos de igrejas e conventos baianos.
A publicação Barroco e Rococó nas Igrejas de São João del-Rei e Tiradentes,
de Myriam Andrade Ribeiro de Oliveira e Olinto Rodrigues dos Santos Filho,
traz em dois volumes o importante acervo do barroco e do rococó das igrejas de
São João del-Rei e de Tiradentes, em Minas Gerais. Já em Barroco e Rococó
nas Igrejas de Ouro Preto e Mariana, Myriam Andrade Ribeiro de Oliveira
e Adalgisa Arantes Campos detalham os aspectos mais importantes de monumentos
religiosos, as características das obras dos grandes artistas do barroco e
rococó e as celebrações ainda realizadas segundo práticas católicas
tradicionais.
Integrando a Coleção Registro, o IPHAN apresenta a
obra Arqueologia no Pelourinho, organizada por Rosana Najjar,
para relatar o trabalho de pesquisa arqueológica na área da sétima etapa do
Projeto de Recuperação do Centro Histórico de Salvador. Enquanto o Monumenta
restaurava 76 imóveis, o IPHAN realizava a pesquisa arqueológica em 11 quarteirões
daquele bairro do centro histórico.
Intervenções Urbanas na Recuperação de Centros
Históricos, de Nabil Bonduki, faz parte da Coleção
Arquitetura e retrata as questões, os desafios, os limites, as possíveis
soluções para a gestão do território das cidades brasileiras, oferecendo um
balanço das ações do Programa Monumenta. Na mesma coleção, o IPHAN lança Fazendas
do Sul de Minas Gerais, de Cícero Ferraz, que contempla um estudo
das tipologias de sedes de fazendas da região, com um inventário ilustrado, com
plantas em escala, fotos e descrição de mais de setenta fazendas divididas por
microrregiões.
Na série Cadernos de Memórias, serão lançados três
volumes referentes ao projeto Mestres Artífices em Pernambuco, Minas
Gerais e Santa Catarina. A série busca o resgate, o inventário e a
permanência de saberes, práticas e técnicas construtivas tradicionais. Os
volumes dedicados aos mestres artífices identificam esses profissionais em
diversas regiões do país e registram os conhecimentos que utilizam no desempenho
de seu ofício.
A Coleção Anais recebe três novas publicações. Os
sambas brasileiros: diversidade, apropriação e salvaguarda tem Márcia
Sant’Anna como organizadora. Nesta publicação o IPHAN oferece o conteúdo
das palestras do seminário do I Encontro da Casa de Samba de Santo Amaro da
Purificação - BA, que marcou a reabertura do Solar do Subaé, depois de
completamente recuperado pelo Programa Monumenta / IPHAN. O evento reuniu
pesquisadores e artistas de renome nacional para tratar das origens, das
características, das diferenças e semelhanças do samba nas diversas regiões do
país. I Fórum Nacional do Patrimônio Cultural, em três volumes, registra
as palestras, discussões e resultados do evento de abrangência nacional
realizado pelo IPHAN em parceria com a Associação Brasileira de Cidades
Históricas (ABCH), na cidade de Ouro Preto, em 2009. O Fórum teve por objetivo
a construção da Política Nacional de Patrimônio Cultural (PNPC), por meio da
avaliação das ações em andamento e da discussão com os diferentes agentes
envolvidos no sentido de definir desafios, diretrizes e estratégias de atuação.
A terceira nova publicação, Patrimônio Cultural e Desenvolvimento Sustentável é
um pequeno livro que consigna alguns dos mais importantes documentos que
resultaram do Encontro de Especialistas em Patrimônio Mundial e Desenvolvimento
Sustentável, que aconteceu em Ouro Preto - MG, entre os dias 05 e 08 de
fevereiro de 2012.
Outras publicações do IPHAN também estarão na noite
de autógrados. Política de Preservação do Patrimônio Cultural no Brasil,
de Paula Porta, avalia em detalhes as ações desenvolvidas no campo da
preservação do patrimônio cultural brasileiro na primeira década do século XXI.
O Patrimônio Cultural da Imigração em Santa Catarina apresenta um dos
mosaicos culturais mais diversos e singulares do Brasil, com o registro das
paisagens, hábitos, saberes e fazeres resultantes das numerosas levas de
imigrantes portugueses, alemães, italianos, poloneses, ucranianos, entre
outros, que, desde o século XVII, povoaram Santa Catarina. Imigração Japonesa
no Vale do Ribeira, produzido pelo arquiteto Rogério Bessa, traz a
público um inventário temático a respeito das técnicas construtivas utilizadas
pelos imigrantes japoneses que ocuparam o Vale do Ribeira em São Paulo. E Patrimônio
Naval Brasileiro representa um esforço de síntese das pesquisas realizadas pelo
arquiteto Dalmo Vieira Filho entre 1990 e 2009, e oferece um panorama do rico e
diversificado patrimônio naval brasileiro.
Serviço:
Noite de autógrafos
Data: 16 de agosto de 2012, às 18h
Local: Sede do IPHAN / SP
Local: Sede do IPHAN / SP
Avenida Angélica 626, Santa Cecília – São Paulo –
SP.
Mais informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação IPHAN
Adélia Soares – adelia.soares@iphan.gov.br
(61) 2024-5476 / 2024-5477
Fonte: Ascom -
IPHAN / SP
quarta-feira, 6 de junho de 2012
SENADOR PEDRO SIMON APELA A CPI DO CACHOEIRA PARA CONVOCAR LUIZ PAGOT, EX DENIT
Na abertura da
CPI do Cachoeira, hoje, o senador Pedro Simon (PMDB-RS) apelou pela convocação
do ex-diretor do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit),
Luiz Antônio Pagot. Afastado por denúncias de irregularidades junto com outros
quatro funcionários (na sequência, também foi demitido o ministro dos
Transportes Alfredo Nascimento), Pagot declarou que deseja ser ouvido na CPI.
Ele (Pagot) insiste em falar na CPI sobre a atuação das empreiteiras, incluindo a Delta, e suas relações com governos e partidos, afirmou Simon. O senador também destacou a negativa da ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Rosa Weber em suspender a quebra de sigilos fiscais e bancários da Delta.
terça-feira, 29 de maio de 2012
O ASSÉDIO AO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL
NUNCA A MÁXIMA SE MOSTROU TÃO APLICÁVEL: "A JUSTIÇA TARDA, MAS NÃO
FALHA". O BRASIL AGUARDA O JULGAMENTO DO MENSALÃO PELO SUPREMO TRIBUNAL
FEDERAL. OU ACREDITAMOS NA JUSTIÇA OU DESISTIMOS DE VEZ DE SER UMA NAÇÃO
CIVILIZADA.
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
FESTA DE SANT’ANA EM CAICÓ / RN PODE SER MAIS NOVO BEM RECONHECIDO PELO IPHAN COMO PATRIMÔNIO CULTURAL DO BRASIL
Fé, devoção, tradição e muita alegria. Essas poucas palavras podem expressar os sentimentos que reúnem os devotos da Festa de Sant’Ana, no Rio Grande do Norte, que pode se tornar quarto bem cultural a ser inscrito do Livro das Celebrações como Patrimônio Cultural do Brasil. O Departamento de Patrimônio Imaterial – DPI do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN apresentará a proposta de proteção da Festa ao Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, nos próximos dias 9 e 10 de dezembro, no edifício Palácio Gustavo Capanema, à Rua da Imprensa, 16, no centro do Rio de Janeiro.
A Festa de Sant’Ana ocorre em Caicó / RN há mais de 260 anos e reúne diversos rituais religiosos, profanos e outras manifestações culturais. A Festa está enraizada no cotidiano das comunidades que habitam essa região, o Seridó, remontando à formação da sociedade brasileira no período da colonização. Ocorre todos os anos, entre a quinta-feira anterior ao dia 26 de julho, dia de Sant'Ana, até o domingo seguinte. Mas a relação da comunidade com os festejos é bem mais ampla. As preparações começam no mês de abril para garantir a perfeita realização de todas as cerimônias que foram agregadas à Festa, como as peregrinações rurais e urbanas e seus rituais de missa e procissão e o Encontro das Imagens.
Além das celebrações, os dias da Festa incorporam muitas outras manifestações culturais importantes para a formação da identidade local. Merecem destaque a produção das comidas do Seridó Potiguar, como a buchada, a panelada, a fritada, a galinha caipira, a carne de criação e de porco torrada, a paçoca de carne de sol, os queijos de coalho e de manteiga e também os doces, como chouriço, filhoses e biscoito de goma de mandioca. Ainda há a confecção do artesanato sertanejo, como os bordados do Seridó que chegaram à região pelas mulheres dos colonizadores portugueses e estão, hoje, incorporados na Festa de Sant’Ana nas vestimentas de fiéis e clero nos eventos religiosos.
Serviço: Reunião do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural
Data: 9 e 10 de dezembro de 2010
Local: Palácio Gustavo Capanema - Rua da Imprensa, 16, Centro – Rio de Janeiro / RJ
Mais informações:
Assessoria de Comunicação IPHAN
Adélia Soares: adelia.soares@iphan.gov.br
Daniel Hora: daniel.hora@iphan.gov.br
Mécia Menescal: mecia.menescal@iphan.gov.br
Fones: (61) 2024-6187 / (61) 2024-6194 / (61) 9972-0050
www.iphan.gov.br
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
DISCURSO DO PAPA BENTO XVI AOS PRELADOS DA CONFERÊNCIA NACIONAL DOS BISPOS DO BRASIL (REGIONAL NORDESTE V) EM VISITA "AD LIMINA APOSTOLORUM"
Quinta-feira, 28 de Outubro de 2010
Amados Irmãos no Episcopado,
«Para vós, graça e paz da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo» (2 Cor1, 2). Desejo antes de mais nada agradecer a Deus pelo vosso zelo e dedicação a Cristo e à sua Igreja que cresce no Regional Nordeste 5. Lendo os vossos relatórios, pude dar-me conta dos problemas de caráter religioso e pastoral, além de humano e social, com que deveis medir-vos diariamente. O quadro geral tem as suas sombras, mas tem também sinais de esperança, como Dom Xavier Gilles acaba de referir na saudação que me dirigiu, dando livre curso aos sentimentos de todos vós e do vosso povo.
Como sabeis, nos sucessivos encontros com os diversos Regionais da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, tenho sublinhado diferentes âmbitos e respectivos agentes do multiforme serviço evangelizador e pastoral da Igreja na vossa grande Nação; hoje, gostaria de falar-vos de como a Igreja, na sua missão de fecundar e fermentar a sociedade humana com o Evangelho, ensina ao homem a sua dignidade de filho de Deus e a sua vocação à união com todos os homens, das quais decorrem as exigências da justiça e da paz social, conforme à sabedoria divina.
Entretanto, o dever imediato de trabalhar por uma ordem social justa é próprio dos fiéis leigos, que, como cidadãos livres e responsáveis, se empenham em contribuir para a reta configuração da vida social, no respeito da sua legítima autonomia e da ordem moral natural (cf. Deus caritas est, 29). O vosso dever como Bispos junto com o vosso clero é mediato, enquanto vos compete contribuir para a purificação da razão e o despertar das forças morais necessárias para a construção de uma sociedade justa e fraterna. Quando, porém, os direitos fundamentais da pessoa ou a salvação das almas o exigirem, os pastores têm o grave dever de emitir um juízo moral, mesmo em matérias políticas (cf. Gaudium et spes, 76).
Ao formular esses juízos, os pastores devem levar em conta o valor absoluto daqueles preceitos morais negativos que declaram moralmente inaceitável a escolha de uma determinada ação intrinsecamente má e incompatível com a dignidade da pessoa; tal escolha não pode ser resgatada pela bondade de qualquer fim, intenção, conseqüência ou circunstância. Portanto, seria totalmente falsa e ilusória qualquer defesa dos direitos humanos políticos, econômicos e sociais que não compreendesse a enérgica defesa do direito à vida desde a concepção até à morte natural (cf. Christifideles laici, 38). Além disso no quadro do empenho pelos mais fracos e os mais indefesos, quem é mais inerme que um nascituro ou um doente em estado vegetativo ou terminal?
QUANDO OS PROJETOS POLÍTICOS CONTEMPLAM, ABERTA OU VELADAMENTE, A DESCRIMINALIZAÇÃO DO ABORTO OU DA EUTANÁSIA, O IDEAL DEMOCRÁTICO – QUE SÓ É VERDADEIRAMENTE TAL QUANDO RECONHECE E TUTELA A DIGNIDADE DE TODA A PESSOA HUMANA – É ATRAIÇOADO NAS SUAS BASES (CF. EVANGELIUM VITÆ, 74). PORTANTO, CAROS IRMÃOS NO EPISCOPADO, AO DEFENDER A VIDA «NÃO DEVEMOS TEMER A OPOSIÇÃO E A IMPOPULARIDADE, RECUSANDO QUALQUER COMPROMISSO E AMBIGÜIDADE QUE NOS CONFORMEM COM A MENTALIDADE DESTE MUNDO» (ibidem,82).
Além disso, para melhor ajudar os leigos a viverem o seu empenho cristão e sócio-político de um modo unitário e coerente, é «necessária — como vos disse em Aparecida — uma catequese social e uma adequada formação na doutrina social da Igreja, sendo muito útil para isso o "Compêndio da Doutrina Social da Igreja"» (Discurso inaugural da V Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e do Caribe, 3). Isto significa também que em determinadas ocasiões, os pastores devem mesmo lembrar a todos os cidadãos o direito, que é também um dever, de usar livremente o próprio voto para a promoção do bem comum (cf. Gaudium et spes 75).
Neste ponto, política e fé se tocam. A fé tem, sem dúvida, a sua natureza específica de encontro com o Deus vivo que abre novos horizontes muito para além do âmbito próprio da razão. «Com efeito, sem a correção oferecida pela religião até a razão pode tornar-se vítima de ambigüidades, como acontece quando ela é manipulada pela ideologia, ou então aplicada de uma maneira parcial, sem ter em consideração plenamente a dignidade da pessoa humana» (Viagem Apostólica ao Reino Unido, Encontro com as autoridades civis, 17 de setembro de 2010).
Só respeitando, promovendo e ensinando incansavelmente a natureza transcendente da pessoa humana é que uma sociedade pode ser construída. Assim, Deus deve «encontrar lugar também na esfera pública, nomeadamente nas dimensões cultural, social, econômica e particularmente política» (Caritas in veritate, 56). Por isso, amados Irmãos, uno a minha voz à vossa num vivo apelo a favor da educação religiosa, e mais concretamente do ensino confessional e plural da religião, na escola pública do Estado.
Queria ainda recordar que a presença de símbolos religiosos na vida pública é ao mesmo tempo lembrança da transcendência do homem e garantia do seu respeito. Eles têm um valor particular, no caso do Brasil, em que a religião católica é parte integral da sua história. Como não pensar neste momento na imagem de Jesus Cristo com os braços estendidos sobre a baía da Guanabara que representa a hospitalidade e o amor com que o Brasil sempre soube abrir seus braços a homens e mulheres perseguidos e necessitados provenientes de todo o mundo? Foi nessa presença de Jesus na vida brasileira, que eles se integraram harmonicamente na sociedade, contribuindo ao enriquecimento da cultura, ao crescimento econômico e ao espírito de solidariedade e liberdade.
Amados Irmãos, confio à Mãe de Deus e nossa, invocada no Brasil sob o título de Nossa Senhora Aparecida, estes anseios da Igreja Católica na Terra de Santa Cruz e de todos os homens de boa vontade em defesa dos valores da vida humana e da sua transcendência, junto com as alegrias e esperanças, as tristezas e angústias dos homens e mulheres da província eclesiástica do Maranhão. A todos coloco sob a Sua materna proteção, e a vós e ao vosso povo concedo a minha Benção Apostólica.
© Copyright 2010 - Libreria Editrice Vaticana
Amados Irmãos no Episcopado,
«Para vós, graça e paz da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo» (2 Cor1, 2). Desejo antes de mais nada agradecer a Deus pelo vosso zelo e dedicação a Cristo e à sua Igreja que cresce no Regional Nordeste 5. Lendo os vossos relatórios, pude dar-me conta dos problemas de caráter religioso e pastoral, além de humano e social, com que deveis medir-vos diariamente. O quadro geral tem as suas sombras, mas tem também sinais de esperança, como Dom Xavier Gilles acaba de referir na saudação que me dirigiu, dando livre curso aos sentimentos de todos vós e do vosso povo.
Como sabeis, nos sucessivos encontros com os diversos Regionais da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, tenho sublinhado diferentes âmbitos e respectivos agentes do multiforme serviço evangelizador e pastoral da Igreja na vossa grande Nação; hoje, gostaria de falar-vos de como a Igreja, na sua missão de fecundar e fermentar a sociedade humana com o Evangelho, ensina ao homem a sua dignidade de filho de Deus e a sua vocação à união com todos os homens, das quais decorrem as exigências da justiça e da paz social, conforme à sabedoria divina.
Entretanto, o dever imediato de trabalhar por uma ordem social justa é próprio dos fiéis leigos, que, como cidadãos livres e responsáveis, se empenham em contribuir para a reta configuração da vida social, no respeito da sua legítima autonomia e da ordem moral natural (cf. Deus caritas est, 29). O vosso dever como Bispos junto com o vosso clero é mediato, enquanto vos compete contribuir para a purificação da razão e o despertar das forças morais necessárias para a construção de uma sociedade justa e fraterna. Quando, porém, os direitos fundamentais da pessoa ou a salvação das almas o exigirem, os pastores têm o grave dever de emitir um juízo moral, mesmo em matérias políticas (cf. Gaudium et spes, 76).
Ao formular esses juízos, os pastores devem levar em conta o valor absoluto daqueles preceitos morais negativos que declaram moralmente inaceitável a escolha de uma determinada ação intrinsecamente má e incompatível com a dignidade da pessoa; tal escolha não pode ser resgatada pela bondade de qualquer fim, intenção, conseqüência ou circunstância. Portanto, seria totalmente falsa e ilusória qualquer defesa dos direitos humanos políticos, econômicos e sociais que não compreendesse a enérgica defesa do direito à vida desde a concepção até à morte natural (cf. Christifideles laici, 38). Além disso no quadro do empenho pelos mais fracos e os mais indefesos, quem é mais inerme que um nascituro ou um doente em estado vegetativo ou terminal?
QUANDO OS PROJETOS POLÍTICOS CONTEMPLAM, ABERTA OU VELADAMENTE, A DESCRIMINALIZAÇÃO DO ABORTO OU DA EUTANÁSIA, O IDEAL DEMOCRÁTICO – QUE SÓ É VERDADEIRAMENTE TAL QUANDO RECONHECE E TUTELA A DIGNIDADE DE TODA A PESSOA HUMANA – É ATRAIÇOADO NAS SUAS BASES (CF. EVANGELIUM VITÆ, 74). PORTANTO, CAROS IRMÃOS NO EPISCOPADO, AO DEFENDER A VIDA «NÃO DEVEMOS TEMER A OPOSIÇÃO E A IMPOPULARIDADE, RECUSANDO QUALQUER COMPROMISSO E AMBIGÜIDADE QUE NOS CONFORMEM COM A MENTALIDADE DESTE MUNDO» (ibidem,82).
Além disso, para melhor ajudar os leigos a viverem o seu empenho cristão e sócio-político de um modo unitário e coerente, é «necessária — como vos disse em Aparecida — uma catequese social e uma adequada formação na doutrina social da Igreja, sendo muito útil para isso o "Compêndio da Doutrina Social da Igreja"» (Discurso inaugural da V Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e do Caribe, 3). Isto significa também que em determinadas ocasiões, os pastores devem mesmo lembrar a todos os cidadãos o direito, que é também um dever, de usar livremente o próprio voto para a promoção do bem comum (cf. Gaudium et spes 75).
Neste ponto, política e fé se tocam. A fé tem, sem dúvida, a sua natureza específica de encontro com o Deus vivo que abre novos horizontes muito para além do âmbito próprio da razão. «Com efeito, sem a correção oferecida pela religião até a razão pode tornar-se vítima de ambigüidades, como acontece quando ela é manipulada pela ideologia, ou então aplicada de uma maneira parcial, sem ter em consideração plenamente a dignidade da pessoa humana» (Viagem Apostólica ao Reino Unido, Encontro com as autoridades civis, 17 de setembro de 2010).
Só respeitando, promovendo e ensinando incansavelmente a natureza transcendente da pessoa humana é que uma sociedade pode ser construída. Assim, Deus deve «encontrar lugar também na esfera pública, nomeadamente nas dimensões cultural, social, econômica e particularmente política» (Caritas in veritate, 56). Por isso, amados Irmãos, uno a minha voz à vossa num vivo apelo a favor da educação religiosa, e mais concretamente do ensino confessional e plural da religião, na escola pública do Estado.
Queria ainda recordar que a presença de símbolos religiosos na vida pública é ao mesmo tempo lembrança da transcendência do homem e garantia do seu respeito. Eles têm um valor particular, no caso do Brasil, em que a religião católica é parte integral da sua história. Como não pensar neste momento na imagem de Jesus Cristo com os braços estendidos sobre a baía da Guanabara que representa a hospitalidade e o amor com que o Brasil sempre soube abrir seus braços a homens e mulheres perseguidos e necessitados provenientes de todo o mundo? Foi nessa presença de Jesus na vida brasileira, que eles se integraram harmonicamente na sociedade, contribuindo ao enriquecimento da cultura, ao crescimento econômico e ao espírito de solidariedade e liberdade.
Amados Irmãos, confio à Mãe de Deus e nossa, invocada no Brasil sob o título de Nossa Senhora Aparecida, estes anseios da Igreja Católica na Terra de Santa Cruz e de todos os homens de boa vontade em defesa dos valores da vida humana e da sua transcendência, junto com as alegrias e esperanças, as tristezas e angústias dos homens e mulheres da província eclesiástica do Maranhão. A todos coloco sob a Sua materna proteção, e a vós e ao vosso povo concedo a minha Benção Apostólica.
© Copyright 2010 - Libreria Editrice Vaticana
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
DOM EUGÊNIO SALES COMPLETA 90 ANOS
No dia 08 de novembro do ano em curso o Arcebispo Emérito da Cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro Dom Eugênio de Araújo Sales, Cardeal da Santa Igreja Romana, estará completando 90 anos de vida.
Para comemorar o acontecimento será celebrada uma missa em Ação de Graças no dia 06 de novembro às 09h00 (horário de Brasília) na Catedral Metropolitana do Rio de Janeiro. O evento será trasnmitido ao vivo para todo o Brasil pelas emissoras católicas de televisão Rede Vida e Canção Nova.
Os interessados em saber a trajetória deste que é uma das mais respeitadas autoridades da Igreja Católica e o filho mais ilustre da Cidade de Acarí / RN, podem acessar o site: www.domeugeniosales.webnode.com.br
Serviço:
MISSA EM AÇÃO DE GRAÇAS PELOS 90 ANOS DE DOM EUGÊNIO SALES
Local: Catedral Metropolitana do Rio de Janeiro
Data: 06 de novembro de 2010
Hora: 09h00 (Horário de Brasília)
Para comemorar o acontecimento será celebrada uma missa em Ação de Graças no dia 06 de novembro às 09h00 (horário de Brasília) na Catedral Metropolitana do Rio de Janeiro. O evento será trasnmitido ao vivo para todo o Brasil pelas emissoras católicas de televisão Rede Vida e Canção Nova.
Os interessados em saber a trajetória deste que é uma das mais respeitadas autoridades da Igreja Católica e o filho mais ilustre da Cidade de Acarí / RN, podem acessar o site: www.domeugeniosales.webnode.com.br
Serviço:
MISSA EM AÇÃO DE GRAÇAS PELOS 90 ANOS DE DOM EUGÊNIO SALES
Local: Catedral Metropolitana do Rio de Janeiro
Data: 06 de novembro de 2010
Hora: 09h00 (Horário de Brasília)
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
SERRA E O MEIO AMBIENTE*
Marina Silva pode, ou não, apoiar a candidatura de José Serra no segundo turno. Veremos sua decisão.
De uma coisa podem estar certos: ela conhece, e bem, nossa posição sobre a agenda da sustentabilidade. E a valorosa Senadora do Acre sabe que o governo de Serra em São Paulo tomou medidas efetivas, com bons resultados, na defesa ecológica. Ela testemunhou, lá em Copenhague, na COP-15, a ousadia paulista na defesa do clima.
Marina Silva também sabe, há mais tempo, da proximidade do PSDB com a agenda socioambiental, desde quando realizou exitosas parcerias com Ruth Cardoso, no programa Comunidade Solidária. Descobriu, naquela época, a ligação do então presidente Fernando Henrique Cardoso com a agenda global, fato importante para o sucesso da grande Conferência Rio-92.
Ela viu nascer, durante o governo de FHC, as legislações estruturantes do SNUC (Sistema Nacional de Unidades de Conservação) e dos Recursos Hídricos e da ANA (Agência Nacional das Águas), e as leis normatizadoras de Educação Ambiental e dos crimes ambientais. Apoiou a elevação da reserva legal na Amazônia de 50% para 80%, bem como a criação das reservas extrativistas, pelas quais militava com Chico Mendes. Marina Silva respeita a história tucana na questão da sustentabilidade.
José Serra visualiza o ambientalismo a partir de um raciocínio desenvolvimentista. Seu grande mentor se chama Ignacy Sachs, o economista que é pai do Ecodesenvolvimento. Economia Verde é o grande conceito para Serra.
Ele defende que o ativismo do Estado e a educação ambiental, que forma o cidadão consciente, impulsionarão uma nova economia, não predatória e de baixo carbono. O mercado vai valorizar o produto ecológico e depreciar o poluidor.
Contando com total apoio, trabalhei ao lado de José Serra no governo de São Paulo. Criamos uma agenda estratégica na Secretaria de Meio Ambiente. Menos discussão, mais resultado, me orientou o Governador. Surgiu, assim, o ambientalismo em ação.
Agimos de forma transparente e articulada, com respaldo do CONSEMA (Conselho Estadual do Meio Ambiente) e da Assembleia Legislativa. Estabelecemos parcerias de trabalho com as entidades ambientalistas, como a SOS Mata Atlântica, o WWF, o Greenpeace, o Instituto Socioambiental (ISA), a Amigos da Terra.
Negociamos com o setor produtivo, na construção civil, na indústria, na agricultura, as medidas necessárias para avançar na proteção do Meio Ambiente. São Paulo fez com orgulho sua lição de casa ambiental.
Fatos são mais importantes que palavras. Destaco aqui 21 ações ambientais concretas do governo Serra:
1) Fim dos lixões municipais;
2) Aprovação da lei de mudanças climáticas;
3) Projeto "Criança Ecológica”, de educação ambiental;
4) Fortalecimento da CETESB, unificando o licenciamento ambiental;
5) Apoio ao ecoturismo;
6) Reforço da Polícia Ambiental;
7) Fortalecimento dos comitês de bacias hidrográficas;
8) Descentralização via Município VerdeAzul;
9) Elaboração dos planos de manejo e estruturação dos conselhos dos parques;
10) Nova regulamentação dos mananciais metropolitanos;
11) Recuperação das matas ciliares;
12) Fim das queimadas de cana;
13) Proteção absoluta da Serra do Mar;
14) Licenciamento obrigatório dos postos de gasolina;
15) Financiamento da economia verde na Nossa Caixa Desenvolvimento;
16) Apoio à pesquisa científica sobre biodiversidade;
17) Redução do desmatamento no Estado;
18) Lei de proteção do cerrado paulista;
19) Combate à madeira ilegal da Amazônia;
20) Taxa de reposição florestal;
21) Introdução do pagamento por serviços ambientais aos agricultores familiares.
O município de São Paulo, com Eduardo Jorge à frente, implantou a inspeção veicular ambiental obrigatória, tendo a CETESB como agente técnico do inédito programa.
Junto com Fábio Feldman e muitas entidades, o governo estadual acionou na Justiça a Petrobras e a ANP exigindo, e parcialmente conseguindo, através de acordo judicial, a distribuição do óleo diesel limpo (D 50) nas dez maiores regiões metropolitanas do Brasil.
Nem o PSDB nem José Serra temem o debate ambiental, pois nós somos protagonistas da agenda da sustentabilidade. Baseado no conteúdo das ideias e na prática das ações, demonstramos vontade e tranquilidade para receber o apoio dos verdes no segundo turno das eleições presidenciais para José Serra.
Aliados ao PV, juntaremos forças e, certamente, vamos acelerar a construção da economia verde do futuro.
Bom para o Brasil. Melhor para a cidadania.
XICO GRAZIANO*
Articulador do "Proposta Serra"
De uma coisa podem estar certos: ela conhece, e bem, nossa posição sobre a agenda da sustentabilidade. E a valorosa Senadora do Acre sabe que o governo de Serra em São Paulo tomou medidas efetivas, com bons resultados, na defesa ecológica. Ela testemunhou, lá em Copenhague, na COP-15, a ousadia paulista na defesa do clima.
Marina Silva também sabe, há mais tempo, da proximidade do PSDB com a agenda socioambiental, desde quando realizou exitosas parcerias com Ruth Cardoso, no programa Comunidade Solidária. Descobriu, naquela época, a ligação do então presidente Fernando Henrique Cardoso com a agenda global, fato importante para o sucesso da grande Conferência Rio-92.
Ela viu nascer, durante o governo de FHC, as legislações estruturantes do SNUC (Sistema Nacional de Unidades de Conservação) e dos Recursos Hídricos e da ANA (Agência Nacional das Águas), e as leis normatizadoras de Educação Ambiental e dos crimes ambientais. Apoiou a elevação da reserva legal na Amazônia de 50% para 80%, bem como a criação das reservas extrativistas, pelas quais militava com Chico Mendes. Marina Silva respeita a história tucana na questão da sustentabilidade.
José Serra visualiza o ambientalismo a partir de um raciocínio desenvolvimentista. Seu grande mentor se chama Ignacy Sachs, o economista que é pai do Ecodesenvolvimento. Economia Verde é o grande conceito para Serra.
Ele defende que o ativismo do Estado e a educação ambiental, que forma o cidadão consciente, impulsionarão uma nova economia, não predatória e de baixo carbono. O mercado vai valorizar o produto ecológico e depreciar o poluidor.
Contando com total apoio, trabalhei ao lado de José Serra no governo de São Paulo. Criamos uma agenda estratégica na Secretaria de Meio Ambiente. Menos discussão, mais resultado, me orientou o Governador. Surgiu, assim, o ambientalismo em ação.
Agimos de forma transparente e articulada, com respaldo do CONSEMA (Conselho Estadual do Meio Ambiente) e da Assembleia Legislativa. Estabelecemos parcerias de trabalho com as entidades ambientalistas, como a SOS Mata Atlântica, o WWF, o Greenpeace, o Instituto Socioambiental (ISA), a Amigos da Terra.
Negociamos com o setor produtivo, na construção civil, na indústria, na agricultura, as medidas necessárias para avançar na proteção do Meio Ambiente. São Paulo fez com orgulho sua lição de casa ambiental.
Fatos são mais importantes que palavras. Destaco aqui 21 ações ambientais concretas do governo Serra:
1) Fim dos lixões municipais;
2) Aprovação da lei de mudanças climáticas;
3) Projeto "Criança Ecológica”, de educação ambiental;
4) Fortalecimento da CETESB, unificando o licenciamento ambiental;
5) Apoio ao ecoturismo;
6) Reforço da Polícia Ambiental;
7) Fortalecimento dos comitês de bacias hidrográficas;
8) Descentralização via Município VerdeAzul;
9) Elaboração dos planos de manejo e estruturação dos conselhos dos parques;
10) Nova regulamentação dos mananciais metropolitanos;
11) Recuperação das matas ciliares;
12) Fim das queimadas de cana;
13) Proteção absoluta da Serra do Mar;
14) Licenciamento obrigatório dos postos de gasolina;
15) Financiamento da economia verde na Nossa Caixa Desenvolvimento;
16) Apoio à pesquisa científica sobre biodiversidade;
17) Redução do desmatamento no Estado;
18) Lei de proteção do cerrado paulista;
19) Combate à madeira ilegal da Amazônia;
20) Taxa de reposição florestal;
21) Introdução do pagamento por serviços ambientais aos agricultores familiares.
O município de São Paulo, com Eduardo Jorge à frente, implantou a inspeção veicular ambiental obrigatória, tendo a CETESB como agente técnico do inédito programa.
Junto com Fábio Feldman e muitas entidades, o governo estadual acionou na Justiça a Petrobras e a ANP exigindo, e parcialmente conseguindo, através de acordo judicial, a distribuição do óleo diesel limpo (D 50) nas dez maiores regiões metropolitanas do Brasil.
Nem o PSDB nem José Serra temem o debate ambiental, pois nós somos protagonistas da agenda da sustentabilidade. Baseado no conteúdo das ideias e na prática das ações, demonstramos vontade e tranquilidade para receber o apoio dos verdes no segundo turno das eleições presidenciais para José Serra.
Aliados ao PV, juntaremos forças e, certamente, vamos acelerar a construção da economia verde do futuro.
Bom para o Brasil. Melhor para a cidadania.
XICO GRAZIANO*
Articulador do "Proposta Serra"
Assinar:
Postagens (Atom)

