segunda-feira, 29 de outubro de 2012

A POLUIÇÃO AMBIENTAL EM OURO PRETO

A POLUIÇÃO AMBIENTAL EM OURO PRETO É UM ASSUNTO SOBRE O QUAL MUITOS PREFEREM NÃO FALAR PELOS MAIS VARIADOS MOTIVOS: COMODISMO, FALTA DE RESPONSABILIDADE, MEDO, NÃO POSSO AFIRMAR COM CERTEZA.

AGORA, TÃO CERTO QUANTO O NASCER E O PÔR DO SOL É A NUVEM DE FUMAÇA QUE SE ABATE SORRATEIRAMENTE TODOS OS DIAS NO INÍCIO DA NOITE SOBRE O CAMPUS DA UFOP, PASSANDO PELA BAUXITA, VILA APARECIDA E CENTRO HISTÓRICO DA CIDADE E QUE MUITOS ACHAM QUE É UM "NEVOEIRO".

SUGIRO QUE APROVEITEMOS ESTE ESPAÇO PARA FALARMOS COM MAIS FREQUÊNCIA SOBRE ESTE ASSUNTO QUE ATINGE A TODOS SEM DISTINÇÃO.

SOBRE O TEMA, REPRODUZO ABAIXO A DECLARAÇÃO CORAJOSA DO ARCEBISPO METROPOLITANO DE MARIANA, DOM GERALDO LYRIO ROCHA:


Declaração da Arquidiocese de Mariana diante dos impactos da atividade mineradora e industrial

O crescimento da atividade mineradora e industrial em grande parte da região compreendida pela Arquidiocese de Mariana, com suas múltiplas consequências, motiva a presente declaração, por ocasião da celebração do Jubileu do Senhor Bom Jesus, na cidade de Congonhas. Como Pastor desta porção do rebanho de Cristo, dirijo-me às autoridades, aos empresários e a todos os cidadãos comprometidos com o bem comum, reafirmando, à luz dos princípios éticos e cristãos, a posição da Igreja em defesa da vida, em favor da preservação do meio ambiente e da conservação do nosso patrimônio histórico, artístico, cultural e religioso.

Mesmo reconhecendo o progresso, impulsionado em grande parte pelo avanço científico e tecnológico, que gera emprego, renda e recursos econômicos e financeiros, não podemos desconhecer o risco dos impactos causados à qualidade de vida de nosso povo, ao meio ambiente e à preservação de seu precioso patrimônio. Tais impactos são, muitas vezes, ignorados em nome do desenvolvimento econômico. Em sua encíclica Populorum Progressio, dizia o Papa Paulo VI: “o desenvolvimento não se reduz a um simples crescimento econômico e, para ser autêntico, deve ser integral, isto é, deve promover o ser humano todo e todos os seres humanos” (cf. PP 14).

O progresso, portanto, deve ser regulado não apenas pelas leis da economia e do mercado, mas também por princípios éticos e morais que permitam um desenvolvimento sustentável, com responsabilidade social. Toda atividade mineradora e industrial deve ter como parâmetro o bem estar da pessoa humana, buscando a superação dos impactos negativos sobre a vida em todas as suas formas e a preservação do planeta, com respeito ao meio ambiente, à biodiversidade e ao uso responsável das riquezas naturais. É preciso empregar todos os esforços para manter viva a natureza, preservar os mananciais e as nascentes, garantir o habitat dos seres vivos e defender as espécies ameaçadas de extinção. Com sabedoria ensina-nos o Papa João Paulo II: “A programação do desenvolvimento econômico deve considerar atentamente a necessidade de respeitar a integridade e os ritmos da natureza, já que os recursos naturais são limitados e alguns não são renováveis” (cf. SRS, n. 26). Além da defesa do meio ambiente, é de fundamental importância que se garanta o respeito à vida humana em todas as suas dimensões e em todas as suas fases, desde a concepção até o seu término natural, e se promova a “ecologia humana”, conforme a expressão do Papa João Paulo II.

Diante dos grandes investimentos econômicos que transformam várias cidades desta Arquidiocese, os cidadãos, por meio de mecanismos de controle social, como os conselhos municipais, têm direito a reivindicar melhorias sociais e ambientais, a cobrar medidas eficazes que atendam às prioridades defendidas pela comunidade, a exigir que os impostos sejam devidamente aplicados em sua finalidade e a lutar por medidas que garantam o respeito à dignidade de todos, com especial atenção aos trabalhadores e suas famílias. Preocupa-nos, de modo particular, a situação das famílias forçadas a deixarem suas casas e suas terras (às vezes sem receberem indenização justa) ou atraídas pela ilusão do dinheiro da desapropriação. Para defender a vida, medidas urgentes precisam também ser tomadas em relação às condições das rodovias e à segurança no trânsito, especialmente nessa região.

A Igreja Católica é depositária e guardiã de enorme parte do patrimônio histórico e artístico do Brasil, cuja preservação é responsabilidade de todos. Na cidade de Congonhas, a Arquidiocese de Mariana é proprietária de importantes obras reconhecidas pela UNESCO como Patrimônio Cultural da Humanidade, entre as quais se incluem as capelas dos passos, as estátuas dos profetas, o Santuário do Senhor Bom Jesus com seu entorno e a Praça dos Romeiros. A Igreja tem consciência da importância histórica, artística e cultural desse acervo, e reafirma que se trata, antes de tudo, de autêntico patrimônio religioso, expressão de fé daqueles que edificaram esse lugar sagrado, espaço privilegiado de manifestações da devoção e piedade de nosso povo e dos numerosos romeiros vindos de tantas partes de Minas Gerais, de outros Estados e do exterior. A utilização desse espaço não é incompatível com a atividade turística, desde que sejam respeitadas suas finalidades originais e sua destinação religiosa. A Arquidiocese de Mariana, atenta ao desenvolvimento dessa região, reafirma que a atividade industrial e a exploração mineradora devem respeitar esses bens culturais e contribuir para sua conveniente preservação.

Por intercessão de Nossa Senhora da Piedade, Padroeira de Minas Gerais, imploramos ao Senhor Bom Jesus que derrame suas bênçãos sobre todos nós e nos ajude a promover a vida, a preservar o meio ambiente, a proteger o patrimônio histórico, artístico, cultural e religioso de Congonhas e demais municípios desta bela e rica região de nosso Estado, dom de Deus e obra da criação humana.

Congonhas, 14 de setembro de 2012
Jubileu do Senhor Bom Jesus


+Geraldo Lyrio Rocha
Arcebispo Metropolitano

Fonte: Arquidiocese de Mariana

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

IPHAN LANÇA NOVAS PUBLICAÇÕES EM SÃO PAULO


O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional em São Paulo (IPHAN-SP) promove o lançamento de novas publicações sobre o patrimônio cultural brasileiro. Na próxima quinta-feira, 16 de agosto, a partir das 18h, o público poderá conhecer os livros na sede do IPHAN-SP, que fica na Avenida Angélica, 626, Santa Cecília – São Paulo – SP.

As publicações integram o Projeto Editorial do Programa Monumenta / IPHAN, que desde 2006 já editou 66 títulos. São 11 linhas editoriais relacionadas às atividades de registro e valorização do patrimônio material e imaterial, bem como a projetos de restauração e recuperação de centros históricos e de geração de emprego e renda, principais objetivos do Programa Monumenta. Os livros estão à disposição no IPHAN-SP ou pelo e-mail publicacoes@iphan.gov.br.

Os novos livros

Passando a integrar a Coleção Grandes Obras e Intervenções, será lançado o livro A Matriz de Santo Antônio em Tiradentes, de Olinto Rodrigues dos Santos Filho, retratando a beleza arquitetônica e a excelência da talha no estilo barroco D. João V da Matriz de Santo Antônio, na cidade de Tiradentes em Minas Gerais. Na mesma coleção, o IPHAN lança Os Passos de Congonhas e suas Restaurações, de Myriam Ribeiro de Oliveira, que registra a restauração, pelo Programa Monumenta, do Santuário de Bom Jesus de Matosinhos, de Congonhas - MG.

A Coleção Roteiros do Patrimônio, conta com quatro novas publicações. Varandas de São Luís – gradis e azulejos, de Olavo Pereira da Silva, indica roteiros de visita e faz o registro das peculiaridades da arquitetura colonial que caracteriza a capital maranhense. Já em Igrejas e Conventos da Bahia, Maria Helena Flexor apresenta, em três volumes, os mais importantes conjuntos de igrejas e conventos baianos. A publicação Barroco e Rococó nas Igrejas de São João del-Rei e Tiradentes, de Myriam Andrade Ribeiro de Oliveira e Olinto Rodrigues dos Santos Filho, traz em dois volumes o importante acervo do barroco e do rococó das igrejas de São João del-Rei e de Tiradentes, em Minas Gerais. Já em Barroco e Rococó nas Igrejas de Ouro Preto e Mariana, Myriam Andrade Ribeiro de Oliveira e Adalgisa Arantes Campos detalham os aspectos mais importantes de monumentos religiosos, as características das obras dos grandes artistas do barroco e rococó e as celebrações ainda realizadas segundo práticas católicas tradicionais.

Integrando a Coleção Registro, o IPHAN apresenta a obra Arqueologia no Pelourinho, organizada por Rosana Najjar, para relatar o trabalho de pesquisa arqueológica na área da sétima etapa do Projeto de Recuperação do Centro Histórico de Salvador. Enquanto o Monumenta restaurava 76 imóveis, o IPHAN realizava a pesquisa arqueológica em 11 quarteirões daquele bairro do centro histórico.

Intervenções Urbanas na Recuperação de Centros Históricos, de Nabil Bonduki, faz parte da Coleção Arquitetura e retrata as questões, os desafios, os limites, as possíveis soluções para a gestão do território das cidades brasileiras, oferecendo um balanço das ações do Programa Monumenta. Na mesma coleção, o IPHAN lança Fazendas do Sul de Minas Gerais, de Cícero Ferraz, que contempla um estudo das tipologias de sedes de fazendas da região, com um inventário ilustrado, com plantas em escala, fotos e descrição de mais de setenta fazendas divididas por microrregiões.

Na série Cadernos de Memórias, serão lançados três volumes referentes ao projeto Mestres Artífices em Pernambuco, Minas Gerais e Santa Catarina. A série busca o resgate, o inventário e a permanência de saberes, práticas e técnicas construtivas tradicionais. Os volumes dedicados aos mestres artífices identificam esses profissionais em diversas regiões do país e registram os conhecimentos que utilizam no desempenho de seu ofício.

A Coleção Anais recebe três novas publicações. Os sambas brasileiros: diversidade, apropriação e salvaguarda tem Márcia Sant’Anna como organizadora. Nesta publicação o IPHAN oferece o conteúdo das palestras do seminário do I Encontro da Casa de Samba de Santo Amaro da Purificação - BA, que marcou a reabertura do Solar do Subaé, depois de completamente recuperado pelo Programa Monumenta / IPHAN. O evento reuniu pesquisadores e artistas de renome nacional para tratar das origens, das características, das diferenças e semelhanças do samba nas diversas regiões do país. I Fórum Nacional do Patrimônio Cultural, em três volumes, registra as palestras, discussões e resultados do evento de abrangência nacional realizado pelo IPHAN em parceria com a Associação Brasileira de Cidades Históricas (ABCH), na cidade de Ouro Preto, em 2009. O Fórum teve por objetivo a construção da Política Nacional de Patrimônio Cultural (PNPC), por meio da avaliação das ações em andamento e da discussão com os diferentes agentes envolvidos no sentido de definir desafios, diretrizes e estratégias de atuação. A terceira nova publicação, Patrimônio Cultural e Desenvolvimento Sustentável é um pequeno livro que consigna alguns dos mais importantes documentos que resultaram do Encontro de Especialistas em Patrimônio Mundial e Desenvolvimento Sustentável, que aconteceu em Ouro Preto - MG, entre os dias 05 e 08 de fevereiro de 2012.

Outras publicações do IPHAN também estarão na noite de autógrados. Política de Preservação do Patrimônio Cultural no Brasil, de Paula Porta, avalia em detalhes as ações desenvolvidas no campo da preservação do patrimônio cultural brasileiro na primeira década do século XXI. O Patrimônio Cultural da Imigração em Santa Catarina apresenta um dos mosaicos culturais mais diversos e singulares do Brasil, com o registro das paisagens, hábitos, saberes e fazeres resultantes das numerosas levas de imigrantes portugueses, alemães, italianos, poloneses, ucranianos, entre outros, que, desde o século XVII, povoaram Santa Catarina. Imigração Japonesa no Vale do Ribeira, produzido pelo arquiteto Rogério Bessa, traz a público um inventário temático a respeito das técnicas construtivas utilizadas pelos imigrantes japoneses que ocuparam o Vale do Ribeira em São Paulo. E Patrimônio Naval Brasileiro representa um esforço de síntese das pesquisas realizadas pelo arquiteto Dalmo Vieira Filho entre 1990 e 2009, e oferece um panorama do rico e diversificado patrimônio naval brasileiro.

Serviço:

Noite de autógrafos
Data: 16 de agosto de 2012, às 18h
Local: Sede do IPHAN / SP
Avenida Angélica 626, Santa Cecília – São Paulo – SP.

Mais informações para a imprensa:

Assessoria de Comunicação IPHAN
Adélia Soares – adelia.soares@iphan.gov.br
(61) 2024-5476 / 2024-5477


Fonte: Ascom - IPHAN / SP

quarta-feira, 6 de junho de 2012

SENADOR PEDRO SIMON APELA A CPI DO CACHOEIRA PARA CONVOCAR LUIZ PAGOT, EX DENIT


Na abertura da CPI do Cachoeira, hoje, o senador Pedro Simon (PMDB-RS) apelou pela convocação do ex-diretor do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Luiz Antônio Pagot. Afastado por denúncias de irregularidades junto com outros quatro funcionários (na sequência, também foi demitido o ministro dos Transportes Alfredo Nascimento), Pagot declarou que deseja ser ouvido na CPI.
 
Ele (Pagot) insiste em falar na CPI sobre a atuação das empreiteiras, incluindo a Delta, e suas relações com governos e partidos, afirmou Simon. O senador também destacou a negativa da ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Rosa Weber em suspender a quebra de sigilos fiscais e bancários da Delta.

terça-feira, 29 de maio de 2012

O ASSÉDIO AO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL

NUNCA A MÁXIMA SE MOSTROU TÃO APLICÁVEL: "A JUSTIÇA TARDA, MAS NÃO FALHA". O BRASIL AGUARDA O JULGAMENTO DO MENSALÃO PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. OU ACREDITAMOS NA JUSTIÇA OU DESISTIMOS DE VEZ DE SER UMA NAÇÃO CIVILIZADA.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

FESTA DE SANT’ANA EM CAICÓ / RN PODE SER MAIS NOVO BEM RECONHECIDO PELO IPHAN COMO PATRIMÔNIO CULTURAL DO BRASIL

 

 


Fé, devoção, tradição e muita alegria. Essas poucas palavras podem expressar os sentimentos que reúnem os devotos da Festa de Sant’Ana, no Rio Grande do Norte, que pode se tornar quarto bem cultural a ser inscrito do Livro das Celebrações como Patrimônio Cultural do Brasil. O Departamento de Patrimônio Imaterial – DPI do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN apresentará a proposta de proteção da Festa ao Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, nos próximos dias 9 e 10 de dezembro, no edifício Palácio Gustavo Capanema, à Rua da Imprensa, 16, no centro do Rio de Janeiro.

A Festa de Sant’Ana ocorre em Caicó / RN há mais de 260 anos e reúne diversos rituais religiosos, profanos e outras manifestações culturais. A Festa está enraizada no cotidiano das comunidades que habitam essa região, o Seridó, remontando à formação da sociedade brasileira no período da colonização. Ocorre todos os anos, entre a quinta-feira anterior ao dia 26 de julho, dia de Sant'Ana, até o domingo seguinte. Mas a relação da comunidade com os festejos é bem mais ampla. As preparações começam no mês de abril para garantir a perfeita realização de todas as cerimônias que foram agregadas à Festa, como as peregrinações rurais e urbanas e seus rituais de missa e procissão e o Encontro das Imagens.

Além das celebrações, os dias da Festa incorporam muitas outras manifestações culturais importantes para a formação da identidade local. Merecem destaque a produção das comidas do Seridó Potiguar, como a buchada, a panelada, a fritada, a galinha caipira, a carne de criação e de porco torrada, a paçoca de carne de sol, os queijos de coalho e de manteiga e também os doces, como chouriço, filhoses e biscoito de goma de mandioca. Ainda há a confecção do artesanato sertanejo, como os bordados do Seridó que chegaram à região pelas mulheres dos colonizadores portugueses e estão, hoje, incorporados na Festa de Sant’Ana nas vestimentas de fiéis e clero nos eventos religiosos.

Serviço: Reunião do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural
Data: 9 e 10 de dezembro de 2010
Local: Palácio Gustavo Capanema - Rua da Imprensa, 16, Centro – Rio de Janeiro / RJ

Mais informações:

Assessoria de Comunicação IPHAN
Adélia Soares: adelia.soares@iphan.gov.br
Daniel Hora: daniel.hora@iphan.gov.br
Mécia Menescal: mecia.menescal@iphan.gov.br
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quinta-feira, 28 de outubro de 2010

DISCURSO DO PAPA BENTO XVI AOS PRELADOS DA CONFERÊNCIA NACIONAL DOS BISPOS DO BRASIL (REGIONAL NORDESTE V) EM VISITA "AD LIMINA APOSTOLORUM"

Quinta-feira, 28 de Outubro de 2010

Amados Irmãos no Episcopado,

«Para vós, graça e paz da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo» (2 Cor1, 2). Desejo antes de mais nada agradecer a Deus pelo vosso zelo e dedicação a Cristo e à sua Igreja que cresce no Regional Nordeste 5. Lendo os vossos relatórios, pude dar-me conta dos problemas de caráter religioso e pastoral, além de humano e social, com que deveis medir-vos diariamente. O quadro geral tem as suas sombras, mas tem também sinais de esperança, como Dom Xavier Gilles acaba de referir na saudação que me dirigiu, dando livre curso aos sentimentos de todos vós e do vosso povo.

Como sabeis, nos sucessivos encontros com os diversos Regionais da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, tenho sublinhado diferentes âmbitos e respectivos agentes do multiforme serviço evangelizador e pastoral da Igreja na vossa grande Nação; hoje, gostaria de falar-vos de como a Igreja, na sua missão de fecundar e fermentar a sociedade humana com o Evangelho, ensina ao homem a sua dignidade de filho de Deus e a sua vocação à união com todos os homens, das quais decorrem as exigências da justiça e da paz social, conforme à sabedoria divina.

Entretanto, o dever imediato de trabalhar por uma ordem social justa é próprio dos fiéis leigos, que, como cidadãos livres e responsáveis, se empenham em contribuir para a reta configuração da vida social, no respeito da sua legítima autonomia e da ordem moral natural (cf. Deus caritas est, 29). O vosso dever como Bispos junto com o vosso clero é mediato, enquanto vos compete contribuir para a purificação da razão e o despertar das forças morais necessárias para a construção de uma sociedade justa e fraterna. Quando, porém, os direitos fundamentais da pessoa ou a salvação das almas o exigirem, os pastores têm o grave dever de emitir um juízo moral, mesmo em matérias políticas (cf. Gaudium et spes, 76).

Ao formular esses juízos, os pastores devem levar em conta o valor absoluto daqueles preceitos morais negativos que declaram moralmente inaceitável a escolha de uma determinada ação intrinsecamente má e incompatível com a dignidade da pessoa; tal escolha não pode ser resgatada pela bondade de qualquer fim, intenção, conseqüência ou circunstância. Portanto, seria totalmente falsa e ilusória qualquer defesa dos direitos humanos políticos, econômicos e sociais que não compreendesse a enérgica defesa do direito à vida desde a concepção até à morte natural (cf. Christifideles laici, 38). Além disso no quadro do empenho pelos mais fracos e os mais indefesos, quem é mais inerme que um nascituro ou um doente em estado vegetativo ou terminal?

QUANDO OS PROJETOS POLÍTICOS CONTEMPLAM, ABERTA OU VELADAMENTE, A DESCRIMINALIZAÇÃO DO ABORTO OU DA EUTANÁSIA, O IDEAL DEMOCRÁTICO – QUE SÓ É VERDADEIRAMENTE TAL QUANDO RECONHECE E TUTELA A DIGNIDADE DE TODA A PESSOA HUMANA – É ATRAIÇOADO NAS SUAS BASES (CF. EVANGELIUM VITÆ, 74). PORTANTO, CAROS IRMÃOS NO EPISCOPADO, AO DEFENDER A VIDA «NÃO DEVEMOS TEMER A OPOSIÇÃO E A IMPOPULARIDADE, RECUSANDO QUALQUER COMPROMISSO E AMBIGÜIDADE QUE NOS CONFORMEM COM A MENTALIDADE DESTE MUNDO» (ibidem,82).

Além disso, para melhor ajudar os leigos a viverem o seu empenho cristão e sócio-político de um modo unitário e coerente, é «necessária — como vos disse em Aparecida — uma catequese social e uma adequada formação na doutrina social da Igreja, sendo muito útil para isso o "Compêndio da Doutrina Social da Igreja"» (Discurso inaugural da V Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e do Caribe, 3). Isto significa também que em determinadas ocasiões, os pastores devem mesmo lembrar a todos os cidadãos o direito, que é também um dever, de usar livremente o próprio voto para a promoção do bem comum (cf. Gaudium et spes 75).

Neste ponto, política e fé se tocam. A fé tem, sem dúvida, a sua natureza específica de encontro com o Deus vivo que abre novos horizontes muito para além do âmbito próprio da razão. «Com efeito, sem a correção oferecida pela religião até a razão pode tornar-se vítima de ambigüidades, como acontece quando ela é manipulada pela ideologia, ou então aplicada de uma maneira parcial, sem ter em consideração plenamente a dignidade da pessoa humana» (Viagem Apostólica ao Reino Unido, Encontro com as autoridades civis, 17 de setembro de 2010).

Só respeitando, promovendo e ensinando incansavelmente a natureza transcendente da pessoa humana é que uma sociedade pode ser construída. Assim, Deus deve «encontrar lugar também na esfera pública, nomeadamente nas dimensões cultural, social, econômica e particularmente política» (Caritas in veritate, 56). Por isso, amados Irmãos, uno a minha voz à vossa num vivo apelo a favor da educação religiosa, e mais concretamente do ensino confessional e plural da religião, na escola pública do Estado.

Queria ainda recordar que a presença de símbolos religiosos na vida pública é ao mesmo tempo lembrança da transcendência do homem e garantia do seu respeito. Eles têm um valor particular, no caso do Brasil, em que a religião católica é parte integral da sua história. Como não pensar neste momento na imagem de Jesus Cristo com os braços estendidos sobre a baía da Guanabara que representa a hospitalidade e o amor com que o Brasil sempre soube abrir seus braços a homens e mulheres perseguidos e necessitados provenientes de todo o mundo? Foi nessa presença de Jesus na vida brasileira, que eles se integraram harmonicamente na sociedade, contribuindo ao enriquecimento da cultura, ao crescimento econômico e ao espírito de solidariedade e liberdade.

Amados Irmãos, confio à Mãe de Deus e nossa, invocada no Brasil sob o título de Nossa Senhora Aparecida, estes anseios da Igreja Católica na Terra de Santa Cruz e de todos os homens de boa vontade em defesa dos valores da vida humana e da sua transcendência, junto com as alegrias e esperanças, as tristezas e angústias dos homens e mulheres da província eclesiástica do Maranhão. A todos coloco sob a Sua materna proteção, e a vós e ao vosso povo concedo a minha Benção Apostólica.

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quinta-feira, 21 de outubro de 2010

DOM EUGÊNIO SALES COMPLETA 90 ANOS

No dia 08 de novembro do ano em curso o Arcebispo Emérito da Cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro Dom Eugênio de Araújo Sales, Cardeal da Santa Igreja Romana, estará completando 90 anos de vida.

Para comemorar o acontecimento será celebrada uma missa em Ação de Graças no dia 06 de novembro às 09h00 (horário de Brasília) na Catedral Metropolitana do Rio de Janeiro. O evento será trasnmitido ao vivo para todo o Brasil pelas emissoras católicas de televisão Rede Vida e Canção Nova.

Os interessados em saber a trajetória deste que é uma das mais respeitadas autoridades da Igreja Católica e o filho mais ilustre da Cidade de Acarí / RN, podem acessar o site: www.domeugeniosales.webnode.com.br

Serviço:

MISSA EM AÇÃO DE GRAÇAS PELOS 90 ANOS DE DOM EUGÊNIO SALES
Local: Catedral Metropolitana do Rio de Janeiro
Data: 06 de novembro de 2010
Hora: 09h00 (Horário de Brasília)

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

SERRA E O MEIO AMBIENTE*

Marina Silva pode, ou não, apoiar a candidatura de José Serra no segundo turno. Veremos sua decisão.

De uma coisa podem estar certos: ela conhece, e bem, nossa posição sobre a agenda da sustentabilidade. E a valorosa Senadora do Acre sabe que o governo de Serra em São Paulo tomou medidas efetivas, com bons resultados, na defesa ecológica. Ela testemunhou, lá em Copenhague, na COP-15, a ousadia paulista na defesa do clima.

Marina Silva também sabe, há mais tempo, da proximidade do PSDB com a agenda socioambiental, desde quando realizou exitosas parcerias com Ruth Cardoso, no programa Comunidade Solidária. Descobriu, naquela época, a ligação do então presidente Fernando Henrique Cardoso com a agenda global, fato importante para o sucesso da grande Conferência Rio-92.

Ela viu nascer, durante o governo de FHC, as legislações estruturantes do SNUC (Sistema Nacional de Unidades de Conservação) e dos Recursos Hídricos e da ANA (Agência Nacional das Águas), e as leis normatizadoras de Educação Ambiental e dos crimes ambientais. Apoiou a elevação da reserva legal na Amazônia de 50% para 80%, bem como a criação das reservas extrativistas, pelas quais militava com Chico Mendes. Marina Silva respeita a história tucana na questão da sustentabilidade.

José Serra visualiza o ambientalismo a partir de um raciocínio desenvolvimentista. Seu grande mentor se chama Ignacy Sachs, o economista que é pai do Ecodesenvolvimento. Economia Verde é o grande conceito para Serra.

Ele defende que o ativismo do Estado e a educação ambiental, que forma o cidadão consciente, impulsionarão uma nova economia, não predatória e de baixo carbono. O mercado vai valorizar o produto ecológico e depreciar o poluidor.

Contando com total apoio, trabalhei ao lado de José Serra no governo de São Paulo. Criamos uma agenda estratégica na Secretaria de Meio Ambiente. Menos discussão, mais resultado, me orientou o Governador. Surgiu, assim, o ambientalismo em ação.

Agimos de forma transparente e articulada, com respaldo do CONSEMA (Conselho Estadual do Meio Ambiente) e da Assembleia Legislativa. Estabelecemos parcerias de trabalho com as entidades ambientalistas, como a SOS Mata Atlântica, o WWF, o Greenpeace, o Instituto Socioambiental (ISA), a Amigos da Terra.

Negociamos com o setor produtivo, na construção civil, na indústria, na agricultura, as medidas necessárias para avançar na proteção do Meio Ambiente. São Paulo fez com orgulho sua lição de casa ambiental.

Fatos são mais importantes que palavras. Destaco aqui 21 ações ambientais concretas do governo Serra:

1) Fim dos lixões municipais;
2) Aprovação da lei de mudanças climáticas;
3) Projeto "Criança Ecológica”, de educação ambiental;
4) Fortalecimento da CETESB, unificando o licenciamento ambiental;
5) Apoio ao ecoturismo;
6) Reforço da Polícia Ambiental;
7) Fortalecimento dos comitês de bacias hidrográficas;
8) Descentralização via Município VerdeAzul;
9) Elaboração dos planos de manejo e estruturação dos conselhos dos parques;
10) Nova regulamentação dos mananciais metropolitanos;
11) Recuperação das matas ciliares;
12) Fim das queimadas de cana;
13) Proteção absoluta da Serra do Mar;
14) Licenciamento obrigatório dos postos de gasolina;
15) Financiamento da economia verde na Nossa Caixa Desenvolvimento;
16) Apoio à pesquisa científica sobre biodiversidade;
17) Redução do desmatamento no Estado;
18) Lei de proteção do cerrado paulista;
19) Combate à madeira ilegal da Amazônia;
20) Taxa de reposição florestal;
21) Introdução do pagamento por serviços ambientais aos agricultores familiares.

O município de São Paulo, com Eduardo Jorge à frente, implantou a inspeção veicular ambiental obrigatória, tendo a CETESB como agente técnico do inédito programa.

Junto com Fábio Feldman e muitas entidades, o governo estadual acionou na Justiça a Petrobras e a ANP exigindo, e parcialmente conseguindo, através de acordo judicial, a distribuição do óleo diesel limpo (D 50) nas dez maiores regiões metropolitanas do Brasil.

Nem o PSDB nem José Serra temem o debate ambiental, pois nós somos protagonistas da agenda da sustentabilidade. Baseado no conteúdo das ideias e na prática das ações, demonstramos vontade e tranquilidade para receber o apoio dos verdes no segundo turno das eleições presidenciais para José Serra.

Aliados ao PV, juntaremos forças e, certamente, vamos acelerar a construção da economia verde do futuro.

Bom para o Brasil. Melhor para a cidadania.

XICO GRAZIANO*
Articulador do "Proposta Serra"

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

PESSOAS INCORRIGÍVEIS

Os latinos tinham plena clareza a respeito da nocividade dos erros na vida da sociedade e clara consciência quanto à possibilidade de sua correção, por parte das pessoas. Sabiam que a vida é um aprendizado constante, tanto no tocante àquilo que de bom acontece, quanto em relação àquilo que representa um dano para a coletividade e para as pessoas. Segundo eles e a pedagogia de todos os tempos, há sempre uma possibilidade de alguém corrigir os erros, desde que procure extrair deles as devidas lições. Sabiam no passado e hoje todos confirmam que “Errando discitur” (Errando se aprende). Assim, caindo em seus primeiros passos, a criança aprende a se firmar melhor, a fim de evitar novas quedas; os adolescentes e jovens, em seu ímpeto de afirmação, cometem erros que são evitados quando tomam consciência das consequências prejudiciais de seu comportamento; adultos não estão imunes de erros e, embora tardiamente, muitos reconsideram os seus atos, em razão dos males causados.

Na vida das pessoas, constatam-se erros que causam males de natureza física, moral e social. Nessa linha, apesar do conhecimento sobre a nocividade do fumo e do álcool, muitas pessoas contraem doenças que são prejudiciais ao seu organismo e, mesmo assim, não se corrigem, em tempo. O pecado se situa no plano dos erros morais que, na verdade, podem ser evitados, até porque, como ensina São Paulo, ninguém pode ser tentado acima de sua capacidade de resistência. (cf. 1Cor, 10,13) Na ordem social, há, igualmente, muitos erros cometidos por pessoas que têm a responsabilidade de administrar a ordem pública, com a necessária lisura, transparência e honestidade.

Muitos erros e abusos cometidos na administração pública estão sendo coibidos por uma vigilância maior dos Tribunais de Conta da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, pela implementação de uma legislação fiscal mais rigorosa, por um sistema de fiscalização mais eficiente e por uma participação cidadã mais efetiva da população. Também nesse campo, há erros corrigíveis e isso está acontecendo, através de medidas preventivas e punitivas que a legislação impõe, a exemplo da legislação eleitoral que exige “Ficha Limpa” de candidatos a cargos públicos, punindo-os com a perda do direito de registro de candidatura ou afastando-os da função, se já em exercício de mandato eletivo. A sociedade constata que muitos erros estão sendo corrigidos nessa matéria, graças a essas providências.

No entanto, há pessoas incorrigíveis, no exercício de suas atividades. A sociedade acompanha, com perplexidade, o que aconteceu na Receita Federal e na Casa Civil da Presidência da República, envolvendo figuras ocultas da política partidária, personagens graduadas da administração pública e pessoas identificadas do mundo empresarial. Dessa maneira, erros da mesma natureza, cometidos por administradores públicos, políticos e empresários, em passado mais ou menos recente, continuam se reproduzindo na prática de pessoas que têm funções constitucionais de zelar pelo bem comum. O problema tem sua complexidade porque envolve pessoas que, além de serem pagas pelos cofres públicos, tiram proveito de uma administração infiel, por participação direta, cumplicidade ou omissão. O caso ocorrido na Receita Federal, muito provavelmente, tem conotação político-partidária, especialmente, por vir à tona no contexto do período eleitoral, e não deixa de ser preocupante porque a vida privada de contribuintes está sendo devassada, com fins escusos. O que ocorreu na Casa Civil aponta na direção de “tráfico de influência”, de proveito financeiro de burocratas e de favorecimento a terceiros.

Lamentavelmente, mais uma vez, a sociedade brasileira reconhece que, em matéria de corrupção, há pessoas incorrigíveis, no âmbito da administração pública e do mundo empresarial.

Dom Genival Saraiva de França

segunda-feira, 13 de julho de 2009

FENEARTE PREMIA ANTÔNIO JOSÉ DA SILVA (TOG) COMO VENCEDOR DO SALÃO DE ARTE POPULAR ANA HOLANDA.

A OBRA VENCEDORA DO SALÃO FOI "FAMÍLIA DO PAGADOR DE PROMESSA", DE ANTÔNIO JOSÉ DA SILVA, MAIS CONHECIDO COMO TOG. O ARTESÃO DO MUNICÍPIO DE GOIANA CONSAGROU-SE ASSIM COMO TRICAMPEÃO DO PRÊMIO.

O ÚLTIMO DIA DE FEIRA TAMBÉM FOI MARCADO PELA ENTREGA DO PRÊMIO ÀS PEÇAS ESCOLHIDAS PELO PÚBLICO, ATRAVÉS DE URNAS DA REDE GLOBO.

OS ARTISTAS FORAM AGRACIADOS COM UM PRÊMIO NO VALOR DE R$ 2 MIL REAIS.

A PRIMEIRA-DAMA DO ESTADO, RENATA CAMPOS, ENTREGOU PESSOALMENTE O CERTIFICADO DE PARTICIPAÇÃO NO EVENTO AOS ARTESÃOS QUE COMPUSERAM A ALAMEDA DOS MESTRES. DURANTE OS DEZ DIAS DE FEIRA. OS 37 ARTISTAS EXPUSERAM SEUS TRABALHOS, SOB O TAPETE VERMELHO, DANDO BOAS-VINDAS AOS VISITANTES DA FENEARTE.